sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Taxista é executado com tiros de 12 na cabeça quando chegava em casa


José da Rocha Filho trabalhava como motorista há 35 anos e vinha sofrendo ameaças; três assassinos fugiram a pé por um canavial.


Militar observa corpo da vítima, atingido por disparo de 12 na cabeça.

O taxista José da Rocha Filho, de 55 anos, foi executado na noite desta sexta-feira (13) em frente à sua residência, na travessa Otacílio de Holanda, no Conjunto Village Campestre II.

A vítima, que trabalhava como taxista há 35 anos, tinha encerrado seu horário e chegava em casa com um colega com o qual revezava o veículo, um Corsa Classic de placa NMD-2547. O colega de José da Rocha, que guiava o carro, percebeu que a luz do poste na esquina da rua estreita estava apagada.

O condutor entrou na rua e fez a volta. Nesse momento três homens apareceram. Eles estavam armados com uma espingarda calibre 12, uma pistola e um facão. José da Rocha, que havia acabado de descer do carro, ainda disse ao colega: “Vá embora que isso não é com você”.

“Eu nem pensei duas vezes quando ele disse isso. Acelerei o carro e saí da rua”, contou o colega, que retornou pouco depois e encontrou o amigo caído na calçada. O veículo usado pelos dois taxistas, que dividiam os turnos há apenas uma semana, apresentava marcas de sangue na lataria, indicando que os assassinos não esperaram que o táxi partisse para abrir fogo.

Outro colega da vítima que foi ao local do crime contou à reportagem do Tribuna Hoje que conhecia José da Rocha há 35 anos e que ele era um homem tranquilo. José da Rocha, segundo o seu colega, tinha contratos para transportar crianças para a escola e não queria mais trabalhar à noite.

De acordo com o capitão Roberto, do Batalhão de Polícia de Guarda (BPGd), pelo menos três tiros atingiram a cabeça da vítima, sendo um deles de calibre 12 provavelmente quando José da rocha já estava caído. A violência foi tamanha que havia sangue a mais de um 1,5 metro de distância do corpo, manchando a parede e a calçada da residência.

O corpo apresentava ainda outras marcas de disparos no tórax e no abdome. O braço do taxista também ficou mutilado pelo disparo de 12. Segundo o capitão Roberto, os tiros foram disparados à queima roupa.

O militar contou ainda que os assassinos teriam fugido a pé, por um canavial que fica próximo à residência do taxista assassinado. A esposa da vítima informou a PM que o marido vinha sofrendo ameaças há algum tempo, mas nunca havia prestado queixa. Ela contou que o taxista fazia ponto em um supermercado localizado no bairro de Mangabeiras, mas não soube dizer se as ameaças estaria relacionadas com seu trabalho.

A filha de José da Rocha chegou ao local pouco depois da Polícia Militar e entrou em desespero. Três militares tiveram trabalho para segurar a moça e impedir que ela mexesse no corpo. O Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal foram acionados para periciar o local do crime e recolher o corpo do taxista.

Foto: Beatriz Nunes

13/01/2012 21:34

 Petrônio Viana / Beatriz Nunes

Fonte: 
www.tribunahoje.com
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