Carta aberta pressiona Gleisi
Hoffmann por intervenção em favor dos taxistas de Alagoas
Uma carta aberta direcionada à
ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Luiz Inácio
Lula da Silva, a deputada federal Gleisi Hoffmann, elevou o tom do debate
político em Alagoas ao denunciar o que lideranças da categoria classificam como
“perseguição injusta” contra taxistas da capital e do interior do estado.
O documento, que circula nas redes
sociais e ganhou repercussão no Instagram, cobra uma posição firme do Governo
Federal diante de medidas que, segundo representantes da categoria, vêm sufocando
profissionais que dependem exclusivamente do volante para garantir o sustento
de suas famílias.
Categoria denuncia pressão e
tratamento desigual.
Taxistas relatam fiscalizações
consideradas excessivas, mudanças normativas sem diálogo prévio e decisões
administrativas que, segundo eles, colocam em risco a sobrevivência do setor. A
indignação cresce principalmente entre trabalhadores mais antigos, que afirmam
estar sendo tratados como se fossem infratores, quando na verdade exercem
atividade regulamentada e essencial à mobilidade urbana.
Para os autores da carta, o
silêncio institucional diante das denúncias fortalece a sensação de abandono.
Eles pedem que a Secretaria de Relações Institucionais atue como ponte entre o
Governo Federal e as autoridades locais para impedir o que chamam de “ataques
sistemáticos” à categoria.
Clamor por equilíbrio e respeito.
O texto destaca que os taxistas não
pedem privilégios, mas respeito às regras, segurança jurídica e igualdade de
tratamento frente a outros modais de transporte. A categoria argumenta que
decisões políticas e administrativas não podem ignorar a realidade social de
milhares de pais e mães de família que dependem da atividade.
Nos bastidores, lideranças avaliam
que o caso pode ganhar dimensão nacional caso não haja resposta rápida. A
mobilização já começa a ultrapassar as fronteiras da capital e ecoa em
municípios do interior alagoano.
Pressão aumenta.
A carta aberta não é apenas um
pedido é um recado político. O recado de
que trabalhadores organizados não aceitarão calados aquilo que consideram
injustiça. A expectativa agora recai sobre a ministra, vista como articuladora
central do diálogo entre o Palácio do Planalto e os estados.
O que está em jogo vai além de uma
categoria profissional. Trata-se da defesa do direito ao trabalho, da dignidade
e do reconhecimento de quem mantém a cidade em movimento todos os dias.
A resposta ou a ausência dela poderá definir os próximos capítulos dessa
crise que já movimenta o cenário político de Alagoas.
ANTONIO FERNANDO DA SILVA - REGISTRO DE JORNALISTA: 0002099/AL - MTE
Brasil
(FERNANDO CPI)
COORDENADOR GERAL ESTADUAL DO
MCCE/ALAGOAS.
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS
JORNALISTAS INDEPENDENTES DO ESTADO DE ALAGOAS.
RODRIGO VITOR GOMES DA SILVA -
REGISTRO DE JORNALISTA: 0002174/AL





