sábado, 28 de fevereiro de 2026

Carta aberta pressiona Gleisi Hoffmann por intervenção em favor dos taxistas de Alagoas

 


Carta aberta pressiona Gleisi Hoffmann por intervenção em favor dos taxistas de Alagoas

Uma carta aberta direcionada à ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, a deputada federal Gleisi Hoffmann, elevou o tom do debate político em Alagoas ao denunciar o que lideranças da categoria classificam como “perseguição injusta” contra taxistas da capital e do interior do estado.

O documento, que circula nas redes sociais e ganhou repercussão no Instagram, cobra uma posição firme do Governo Federal diante de medidas que, segundo representantes da categoria, vêm sufocando profissionais que dependem exclusivamente do volante para garantir o sustento de suas famílias.

 

Categoria denuncia pressão e tratamento desigual.

 

Taxistas relatam fiscalizações consideradas excessivas, mudanças normativas sem diálogo prévio e decisões administrativas que, segundo eles, colocam em risco a sobrevivência do setor. A indignação cresce principalmente entre trabalhadores mais antigos, que afirmam estar sendo tratados como se fossem infratores, quando na verdade exercem atividade regulamentada e essencial à mobilidade urbana.

Para os autores da carta, o silêncio institucional diante das denúncias fortalece a sensação de abandono. Eles pedem que a Secretaria de Relações Institucionais atue como ponte entre o Governo Federal e as autoridades locais para impedir o que chamam de “ataques sistemáticos” à categoria.

 

Clamor por equilíbrio e respeito.

 

O texto destaca que os taxistas não pedem privilégios, mas respeito às regras, segurança jurídica e igualdade de tratamento frente a outros modais de transporte. A categoria argumenta que decisões políticas e administrativas não podem ignorar a realidade social de milhares de pais e mães de família que dependem da atividade.

Nos bastidores, lideranças avaliam que o caso pode ganhar dimensão nacional caso não haja resposta rápida. A mobilização já começa a ultrapassar as fronteiras da capital e ecoa em municípios do interior alagoano.

 

Pressão aumenta.

 

A carta aberta não é apenas um pedido  é um recado político. O recado de que trabalhadores organizados não aceitarão calados aquilo que consideram injustiça. A expectativa agora recai sobre a ministra, vista como articuladora central do diálogo entre o Palácio do Planalto e os estados.

O que está em jogo vai além de uma categoria profissional. Trata-se da defesa do direito ao trabalho, da dignidade e do reconhecimento de quem mantém a cidade em movimento todos os dias.

A resposta ou a ausência dela  poderá definir os próximos capítulos dessa crise que já movimenta o cenário político de Alagoas.


 27/02/2026 22h30 - Atualizado há 12 horas


ANTONIO FERNANDO DA SILVA  - REGISTRO DE JORNALISTA: 0002099/AL - MTE Brasil 

(FERNANDO CPI)

COORDENADOR GERAL ESTADUAL DO MCCE/ALAGOAS.

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS JORNALISTAS INDEPENDENTES DO ESTADO DE ALAGOAS.

 

RODRIGO VITOR GOMES DA SILVA - REGISTRO DE JORNALISTA: 0002174/AL

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