sexta-feira, 16 de maio de 2014

Taxistas prometem fechar Porto de Maceió e aeroporto

Nesta sexta-feira (16), categoria fez uma carreata, do Tabuleiro ao centro de Maceió; 'Tem gente disposta a matar e morrer.


Taxistas fecharam saídas de Maceió nesta sexta-feira (Foto: Cortesia à Gazetaweb)

Categoria seguirá em direção ao Palácio República dos Palmares, no centro de Maceió

Os taxistas que atuam no interior prometem radicalizar o movimento, com o fechamento do Porto de Maceió e até do Aeroporto Zumbi dos Palmares, caso a Agência Reguladora de Serviços de Alagoas (Arsal) mantenha a fiscalização na capital e interior, com apreensão de veículos. A categoria – que, nesta sexta-feira (16), fez uma carreata da parte alta de Maceió até o Palácio República dos Palmares, no Centro - afirma que os trabalhadores estão passando fome após a determinação do órgão estadual.

Segundo Ivanildo Martins, presidente da Associação dos Taxistas de Arapiraca, os profissionais estão revoltados e ameaçam realizar protestos violentos. “A gente não está conseguindo mais conter os ânimos. É preciso que se faça alguma coisa. Como o governador faz uma coisa dessas com o trabalhador, no fim do mandato?“, indagou, em tom de desabafo, o taxista.

Ivanildo Martins contou ainda que cinco veículos foram apreendidos somente hoje. Segundo ele, a categoria reclama que não está conseguindo trabalhar. “Vamos nos reunir com o sindicato para definir novas mobilizações. O que aconteceu hoje foi só uma carreata. Tem gente disposto a matar e morrer. A situação está tão difícil que estamos até fazendo cota para ajudar os colegas”, disse o presidente da associação.

Os taxistas alegam que não se negam a pagar taxas para circular com passageiros. Porém, exigem o direito de ir e vir, o que, segundo ele, está sendo retirado dos trabalhadores. “A nossa carreata foi pacífica, sem registro de qualquer problema. Porém, se não resolverem essa situação o quanto antes, vamos dar início à 'brincadeira'”, ironizou outro taxista.

Vindos de diversos municípios, os taxistas reclamam que são impedidos de trabalhar e que muitas apreensões de veículos estão sendo executadas de forma irregular. A determinação da Arsal, que garante a legalidade das fiscalizações, é a de que os passageiros que saem do interior para a capital em um táxi devem ser os mesmos a voltarem no veículo. Além disso, os taxistas também estão proibidos de fazer lotação nas cidades do interior, a fim de seguirem viagem para a capital.

16/05/2014 14h14

Regina Carvalho

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