segunda-feira, 19 de maio de 2014

Em reunião, taxistas discutem protestos em Maceió e no interior do estado

Categoria deve se reunir na manhã desta quarta-feira (21) e realizar caminhada do Tabuleiro ao centro da cidade

Presidentes de 80 associações de taxistas de Alagoas se reuniram, na tarde desta segunda-feira (19), na sede do Sindicato dos Taxistas de Alagoas (Sintaxi), no Farol, para discutir a realização de novas manifestações, que ocorrerão, simultaneamente, na capital e interior, a partir das 8h desta quarta-feira (21). O objetivo dos atos é protestar contra a apreensão de táxis pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal).

De acordo com o presidente do Sintaxi, Ubiracy Correia, Maceió será palco de uma carreata, que terá concentração nas imediações do Supermercado Makro, na Avenida Durval de Góes Monteiro, e será finalizada no Centro, com um protesto em frente ao Palácio República dos Palmares. "Os trabalhadores estão se sentido perseguidos pelo Estado. Em dez dias, 30 táxis já foram apreendidos. Os taxistas ficam no prejuízo, sem terem como pagar suas contas e sustentar as famílias", declarou.

Ainda segundo Ubiracy, atualmente, para efetuar o transporte de passageiros da capital para o interior, o taxista precisa utilizar um carnê no qual constam nome e identificação de quem estiver no carro. Porém, este documento não estaria sendo aceito pela Arsal, de modo que, para regularizar a situação, os condutores precisariam se cadastrar na agência.

Para o presidente da Associação dos Taxistas de Tanque D'arca, Francisco Martiniano, a categoria não considera interessante o cadastro na Arsal, por considerar que, mais tarde, uma nova licitação (similar a que aconteceu com as vans) iria prejudicar a categoria. "Consideramos que realizar este cadastro é o mesmo que assinar uma sentença com a qual teríamos de cumprir uma série de exigências que não estão ao nosso alcance", comentou.

Francisco Martiniano disse, ainda, que dos 13 taxistas de Tanque D'arca, município do Agreste alagoano, dois já tiveram seus carros apreendidos e, por isso, devem pagar taxas no valor de R$ 1.800 pela liberação dos veículos autorizados a transportar do interior para a capital, desde que o taxista retorne sozinho ou com o mesmo grupo de passageiros. "Eles não têm este dinheiro e, por isso, estão sem trabalhar", lamentou Martiniano.

19/05/2014 16h45

Gazetaweb

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