quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Dilma diz que Uber é 'complexo' porque 'tira empregos' de taxistas

Presidente falou sobre transporte alternativo que gerou embate com taxistas.

Ela afirmou que regulamentação do aplicativo não depende da União.


A presidente Dilma Rousseff durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto (Foto: reprodução GloboNews)

A presidente Dilma Rousseff declarou nesta quarta-feira (2) que o Uber, aplicativo de transporte individual que gerou protestos de taxistas no país, é uma ferramenta complexa porque tira emprego dos profissionais que trabalham com táxis. Dilma citou o Uber ao falar a jornalistas sobre a reforma administrativa que o governo anunciou que irá promover.

A presidente citou os carros do governo e disse que o Executivo está utilizando um aplicativo similar ao Uber que permite uma gestão eficiente dos carros oficiais, o que exige menos veículos. "Um dos exemplos que se cita para explicar, mas não é igual ao Uber."

"É uma polêmica. Eu acho que [o Uber] é complexo porque tira emprego de muitas pessoas. Depende de regulamentação de cada estado porque não é a União que decide isso. Ele tira taxista do emprego. Acho que tem que ter posição ponderada.", afirmou Dilma em uma entrevista concedida após uma cerimônia no Palácio do Planalto.

Dilma afirmou que a atividade do Uber depende da regulamentação em cada cidade e em cada estado. "Não é a União que decide isso", lembrou.

A presidente afirmou que a questão do Uber é "uma polêmica" e que é necessário ter "posição ponderada". Dilma comentou sobre os impactos da tecnologia nas profissões existentes e citou exemplo de seu avô. "A tecnologia sempre produziu isso no mundo. Meu avô era seleiro, você imagina o que aconteceu com emprego dele quando apareceram os carros. A vida é assim", concluiu.

Esta é a primeira declaração da presidente sobre o aplicativo de transportes. O serviço de transporte alternativo Uber desencadeou um movimento contrário de taxistas em várias cidades do mundo. No Brasil, houve manifestações em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília para que o aplicativo seja proibido.

Os taxistas reclamam de concorrência desleal e de queda no número de corridas, e criticam o fato de motoristas do Uber não serem obrigados a passar pelo longo e caro processo de obtenção de alvará, nem terem de seguir as regras cobradas dos taxistas.

02/09/2015 13h19 - Atualizado em 02/09/2015 16h04

Laís Alegretti

Do G1, em Brasília

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