segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Taxistas são recebidos a tiros durante ato no bairro do Feitosa, em Maceió

Protesto exige redução no desconto oferecido pela empresa.

Suspeito foi encaminhado pela polícia para a Central de Flagrantes.

Com um prejuízo estimado em R$ 10 mil por ano, taxistas credenciados a empresas do ramo fizeram uma carreta pelas ruas de Maceió, na tarde desta segunda-feira (2), em protesto pela redução do desconto de 25% concedido aos passageiros. Quando chegaram à porta da sede da empresa Pontual, localizada na Avenida Governador Lamenha Filho, no bairro do Feitosa, eles teriam sido "recebidos a tiros". Segundo o presidente da Associação de Profissionais de Táxis de Maceió, Sebastião Mendonça, um homem de camisa branca atirou para cima, na tentativa de intimidar os manifestantes.


Suspeito de atirar contra taxistas é levado para prestar depoimento na Central de Flagrantes.

(Foto: Natália Souza/ G1)

Uma equipe do Batalhão de Polícia Escolar foi acionada e foi até o local para tentar acalmar os ânimos dos taxistas. Os policiais entraram na sede da empresa e identificaram o homem que atirou. Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes, no bairro do Farol, onde prestará depoimento.


O capitão Flávio do BPE, conversou com representantes da empresa e informou que a Pontual não vai receber os taxistas nem falar com a imprensa sobre o ocorrido.


Taxistas fazem carreata e fecham principal avenida do Feitosa. (Foto: Natália Souza/G1)

Os taxistas cobram a redução do desconto para 10%. Eles alegam que fizeram várias reuniões com proprietários das outras empresas de taxi e todas aceitam a redução. "Eles aceitam baixar o desconto desde que todas reduzam", afirmou o taxisa Paulo Sérgio. "Mas a Pontual Táxi é a única que não aceitou o diálogo ainda e, por isso, as outras não concedem o desconto", completou.

Para o taxista Sérgio Araújo, o desconto de 25% atualmente é inviável. "À época em que foi concedido o desconto, a economia do estado era outra. O gás custava R$ 0,39 e não tinha taxas cobradas pela SMTT que hoje em dia somos obrigados a pagar. Sem contar na manutenção do carro que ficou muito mais cara, gastos com pneus, seguro, óleo e as contas de casa para pagar. Hoje está difícil até manter o próprio carro", afirma.

Sebastião Mendonça, presidente da Aspratam, diz que a categoria deixou de ganhar muito dinheiro com o desconto concedido. "Nós fazemos cerca de 14 viagens por dia. Com os descontos perdemos cerca de R$ 10 mil por ano e ainda temos que pagar R$ 85 para as rádios de taxi, mas o carro é nosso e a praça também. A Pontual tem 250 taxistas credenciados, em um universo de 3.200 trabalhadores do ramo na capital", destacou.

02/09/2013 13h18 - Atualizado em 02/09/2013 13h39

Natália Souza

Do G1 AL

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