quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Aplicativos para celular dispensam cooperativas para taxistas

Quando táxi é solicitado por usuário do aplicativo, motorista recebe um alerta.

Alguns aplicativos cobram do taxista R$ 2 por corrida. Outros são de graça.

Quem depende de taxi na maior cidade do país agora tem uma facilidade. São os aplicativos para localizar em segundos o carro mais próximo.

A operação é simples. É tudo no celular e não é para ligar para a empresa de táxi, não. É para usar um aplicativo, aqueles programas que a gente baixa no celular. Eles estão facilitando a vida de quem usa táxi na cidade. E funcionam como uma espécie de ponto de táxi virtual.

Rafael ainda usa o telefone para chamar um táxi. Só que ele não liga mais para ninguém. “O telefone do meu taxista eu até esqueci”, diz ele.

Ele faz tudo com a ajuda de um aplicativo para celular. O programa rastreia todos os táxis que estão a dois quilômetros de distância. Quem estiver mais perto pega a corrida. No celular, aparecem o nome e o telefone do motorista.

“Em média, uns cinco minutos o taxista está aqui, o máximo que já demorou com o aplicativo foi cerca de dez minutos”, diz.

Quando alguém pede um táxi, o aplicativo manda um alerta para o celular do motorista. Alex não tinha ponto fixo, rodava São Paulo atrás de passageiro. Agora, ele circula pelos bairros de maior movimento e espera o celular apitar.

“Para a gente que não tem ponto, nosso ponto virtual é o aplicativo agora. É mais fácil de o passageiro nos achar e a gente achar o passageiro”, declara Alex Francini da Cruz, taxista.

Alguns aplicativos cobram do taxista R$ 2 por corrida. Outros são de graça, como o criado há um ano por uma empresa. Eles foram de ponto em ponto atrás de interessados. Só cadastraram taxistas que tinham a documentação em ordem. O sistema tem hoje 13 mil motoristas, que fazem 300 mil corridas por mês.

O presidente da empresa diz que a partir daí não precisa fazer praticamente mais nada. “Funciona 100% sozinho, a gente só tem que atender as exceções, as duvidas, sugestão, coisas que esquecem”, declara Paulo Veras.

Nós consultamos o Sindicato dos Taxistas e também o que representa as frotas. Os dois afirmaram que esses aplicativos são bem vindos, mas fizeram ressalvas: disseram que há problemas de segurança porque táxis de outras cidades e até clandestinos conseguem se cadastrar em algumas empresas.

Disseram que vão lançar aplicativos próprios e que pediram a regulamentação do serviço para a prefeitura. Já a prefeitura disse que não vê necessidade disso, por enquanto.

Edição do dia 16/09/2013

16/09/2013 10h17 - Atualizado em 16/09/2013 10h17


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