quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Implantação da 'faixa azul' na Fernandes Lima gera polêmica

Representantes de órgãos relacionados ao tráfego participaram de um debate nesta manhã, na Rádio Gazeta




Representantes de órgãos relacionados ao tráfego participaram de um debate (Foto: Cortesia/Dulce Melo)

A proximidade da implantação da faixa exclusiva para ônibus continua gerando polêmica entre os motoristas e usuários de coletivos em Maceió. A chamada "faixa azul" começa a valer a partir do dia 17 de fevereiro, como uma medida para aliviar o trânsito na avenida Fernandes Lima e dar agilidade aos transportes públicos.

Na manhã desta quinta-feira (23), diferentes órgãos relacionados ao tráfego da capital participaram de um debate no programa Ministério do Povo, na Rádio Gazeta e divergem sobre a implantação do corredor específico.

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Taxistas (Sintaxi), Fernando Ferreira, o taxista terá dificuldade para pegar passageiro. “O táxi ficará preso no trânsito. A sugestão é que o taxista possa utilizar a faixa, pelo menos quando com passageiro”, defende Ferreira.

Para o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sintro), Écio Angelo, o ônibus é um meio de transporte de massa e é preciso priorizar o transporte público. “A faixa precisa se estender para outros locais, como a avenida Comendador Leão, avenida Dona Constança e avenida João Davino”, diz.

Já o representante do Movimento Bicicletada, Daniel Moura, diz ser louvável a iniciativa de priorizar o transporte coletivo. Mas, o projeto apresenta algumas falhas, como o conflito entre os ônibus e as bicicletas. De acordo com a proposta da Superintendência Municipal de transporte e Trânsito (SMTT), as bicicletas irão compartilhar a "faixa azul" com os ônibus. “Queremos um espaço seguro para utilizar a bicicleta. Os maiores confrontos dos ciclistas são com os veículos de grande porte”, pede Moura.

Segundo o Engenheiro Especializado em Trânsito, Fábio Barbosa, a prioridade deve ser o transporte de massa. Com a implantação da “faixa azul" o transporte individual privado será penalizado, mas a maior parte da população circula de ônibus. “Precisamos de um sistema de educação melhor. Educação é o foco principal. A gente tem a necessidade de resolver as questões de mobilidade, mas temos que ver qual a prioridade”, defende Barbosa.

A "faixa azul" será de uso exclusivo do para ônibus coletivo, restando duas faixas para a circulação dos carros particulares, transporte escolar, motocicletas, além dos caminhões pipas que servem para regar o canteiro central da Avenida Fernandes Lima.

23/01/2014 12h34

Gazetaweb

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