sábado, 20 de abril de 2013

Sindicato diz que empresas de táxi devem adotar medidas de segurança


Para Sintaxi/AL, morte de taxista na sexta-feira (19) reforça a necessidade.

Altemar Vicente foi assassinado a tiros no bairro do Jacintinho, em Maceió.

Após a morte do taxista Altemar Vicente da Silva, de 27 anos, assassinado a tiros na noite de sexta-feira (19) quando saiu para atender um chamado bairro do Jacintinho, em Maceió, o sindicato da categoria reforça a necessidade de empresas adotarem medidas mais efetivas de segurança.

Segundo a Polícia Militar, o taxista estava dentro de seu veículo, um Siena, no Conjunto Vale Verde, quando foi abordado por dois homens que efetuaram diversos disparos contra ele. Testemunhas identificaram os atiradores apenas como 'David’ e ‘Macarrão’.

De acordo com a empresa que Altemar trabalhava, por volta de 20h, ele saiu para um chamado de uma mulher, mas não chegou ao local. Com a demora, a empresa enviou um taxista para tentar localizar Altamir, mas quando ele foi encontrado já estava morto.

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Alagoas (Sintaxi), Ubiraci Corrêa, explicou que existe algumas medidas que podem ser adotadas para garantir mais tranquilidades aos profissionais. O sindicalista explicou que já existe o Projeto Táxi Cidadão, uma parceria entre as empresas e a Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) que busca trazer mais segurança aos taxistas.

O projeto foi aprovado no dia 10 de janeiro deste ano pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e em março começou a ser implantado. “O projeto foi elaborado pela própria categoria e já começou a funcionar com a implantação de rádios escuta nos táxis, além da instalação de um sistema de monitoramento por GPS ligado à polícia”, destacou.

Ubiraci explica que existem 18 empresas de táxi em Maceió, mas nem todas aderiram ao projeto. Ele informou ainda que a nova regulamentação dos táxis da capital, que esta sendo elaborada, vai exigir que as empresas ofereçam dispositivos de segurança.

“Existe um dispositivo de rádio escuta e GPS do Projeto Táxi Cidadão, mas se a empresa não quiser adotar esse sistema, ela pode criar outras formas do taxista se comunicar com a base no caso de uma emergência”, falou.

Outro caso

Nesta semana, dois taxistas foram assassinados em Maceió. Na quinta-feira (18), José Adriano de Freitas Oliveira, 38, foi morto a tiros na Rua Colégio Tiradentes, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió. Ele era acusado de envolvimento no assalto à agência da Caixa Econômica Federal em novembro de 2009, que resultou na morte de um policial civil e um vigilante.

Para Ubiraci Corrêa, apesar desses dois casos, os índices de crimes envolvendo taxistas está diminuindo em Maceió. Ele disse que, nos dois primeiros meses do ano, três profissionais foram assassinados e diversos deles vítimas de assalto, mas que depois da implantação do projeto os números caíram. "Os casos desta semana foram isolados. Pelo que o sndicato vem acompanhando, o número de queixas dos profissionais com relação a violência reduziu", completou.

20/04/2013 12h10 - Atualizado em 20/04/2013 12h10

Carolina Sanches
Do G1 AL

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