sábado, 28 de maio de 2016

Vítimas de assaltos, taxistas trabalham assombrados

Apesar de todo o esforço das forças de Segurança Pública, a população compartilha de um sentimento de temor diante da possibilidade de ser mais uma vítima desse ato criminoso. A categoria dos taxistas trabalha assombrada pelos assaltos seguidos de sequestro. Segundo contou o secretário-geral do Sindicato dos Taxistas do Estado de Alagoas (Sintaxi/AL), Fernando Ferreira, a categoria se tornou alvo constante dos bandidos.

“Dos mais de três mil taxistas que rodam em Maceió, temos cerca de mil trabalhando à noite, horário em que eles mais são pegos. E, apesar deles nos contarem, quando esses casos de violência acontecem, nem sempre dão queixa à polícia, por causa do trauma que sofreram e por não quererem estender mais a experiência. E ainda há muitos casos que o sindicato desconhece simplesmente porque eles preferem não falar e correr em busca de recuperar os bens perdidos”, diz Ferreira.

RELATO

Thiago Holanda, de 36 anos, esteve com Aloísio e outros companheiros assim que a vítima foi resgatada pela polícia. Aliviado por não ter acontecido nada de mais grave com o amigo, Thiago relembra os dois sequestros que sofreu, somados aos outros sete casos de assalto que coleciona durante os quase 20 anos de profissão. “Já fui vítima de sequestro relâmpago duas vezes, a última foi há dois anos. Lembro que era o início da noite, quando eu deixava uma passageira em casa, no Clima Bom, e no momento em que desembarcava as bagagens dela, três homens nos abordaram anunciando o assalto e ordenando que a gente entrasse no carro. Eu ainda pedi para que deixassem a mulher e fui levado para os piores momentos da minha vida”, contou o taxista.

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MACEIÓ, SáDADO     

EDIÇÃO DE 28 DE MAIO DE 2016

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