quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Taxista de 72 anos morre vítima de infarto dentro do carro no Centro


Seu Manoel tinha mais de 30 anos de profissão e descansava na Praça Palmares quando passou mal

 Familiares e amigos ficaram chocados com a morte de Seu Manoel

O taxista Manoel Messias, de 72 anos, conhecido como Seu Manoel, morreu na tarde desta quarta-feira (16), dentro de seu veículo, um Ford Fiesta branco, de placa OHE-9115, Permissão 0033, vítima de um infarto fulminante.

Quando passou mal, Seu Manoel estava parado no ponto de apoio de táxis onde costumava descansar após o almoço, na Praça Palmares, no Centro de Maceió, em frente à Secretaria Municipal de Finanças. Foram os colegas de profissão que, por volta das 16h, encontraram o idoso recostado no banco, coberto de vômito e urina.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas não tinha nenhuma ambulância disponível. Então, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi enviada ao local, mas já encontrou o idoso sem vida.

Segundo a sargento Vitória, do Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc) da Polícia Militar, o taxista havia se sentido mal no último domingo (13), quando foi com a família até o clube do Lindoya, em Satuba. Após tomar alguns remédios, o idoso, que tinha mais de 30 anos de profissão, teria se sentido melhor e voltado ao trabalho na segunda-feira (14).

Na terça (15), porém, surgiram outros sinais de que havia algo errado com a saúde de Seu Manoel. “Ele estava meio desorientado”, disse um colega. Durante uma corrida, o taxista entrou pela contramão na Avenida Pedro Américo, no Poço, sem perceber que estava cometendo a infração.

De acordo o taxista Fábio Luiz da Silva, de 49 anos, colega de Seu Manoel, vários taxistas alertaram o idoso para os riscos da grande carga horária de trabalho a que se submetia já com a idade avançada.

“A gente aconselhava ele a não trabalhar de domingo a domingo. Nós, que temos 30, 40 anos a menos que ele, não aguentamos esse pique. A gente lembrava que ele já tinha os filhos crescidos e que eles podiam dirigir o táxi por ele, mas ele gostava de trabalhar. O resultado foi esse”, lamentou Fábio.

O Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) foi chamado para tratar da remoção do corpo do taxista. No local, familiares e amigos ficaram comovidos com o fim inesperado da carreira de Seu Manoel.

Petrônio Viana / Breno Airan
   
Foto: Breno Airan
16 Janeiro de 2013 - 18:11

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